A curva ABC, também conhecida como 80/20, é uma técnica de divisão de esforços utilizada em diversos setores. Desenvolvida por Joseph Juran, e nomeada em homenagem a Vilfredo Pareto, que foi a primeira pessoa a observar essa relação.

Distribuição de Pareto
Figura 1: Distribuição de Pareto. Fonte: ChinaGate.

Ela ocorre em diversas ocasiões. De maneira empírica, ela pode ser observada em fenômenos da natureza, bem como relações de negócios. Nas empresas, pode se observar que 80% dos ganhos vem de 20% dos esforços.

Dentro do setor de compras, a regra dos 80/20 também pode ser observada. 20% dos itens, que correspondem aos itens de curva A, representam 80% dos gastos em aquisição de itens pelo setor de compras.

Curva ABC de compras.
Figura 2: Curva ABC de compras. Fonte: Própria.

Impressionante, correto? Ao analisarmos a distribuição da seguinte maneira, fica fácil entender onde os esforços devem se concentrar e quais itens geram grande gasto de tempo para pouco resultado. O esforço necessário a aquisição de itens de curva C, muitas vezes resulta em falta de tempo para o comprador se dedicar a negociações maiores, como itens de curva A.

Dessa maneira, algumas estratégias de segmentação dos esforços devem ser tomadas de maneira a otimizar a eficiência do time de compras.

Mas como criar a sua própria curva ABC?

Veja esse exemplo do setor de construção do blog do Cote Aqui.

Na planilha a seguir pode-se observar como 3 itens corresponde a 80% dos gastos da obra. Dessa maneira é possível analisar que nossos esforços devem ser voltados para a compra de itens como concreto, aço e laje. Itens como materiais de canteiro, sinalização da obra e lonas, mesmo que importantes, não devem ser o nosso foco de atuação.

Distribuição da carteira de compras em A, B e C.
Figura 3: Distribuição da carteira de compras em A, B e C. Fonte: CoteAqui.

Fazendo uma conta simples é fácil de verificar essa lógica. Vamos imaginar que a obra custou R$ 10.000 para ser concluída. Logo, nosso gasto em concreto foi de R$ 4.000. Caso o comprador consiga negociar um desconto de 5% na compra deste produto, o concreto irá sair por R$ 3.800, gerando uma economia de R$ 200, que significa 2% do custo total da obra.

Agora, vamos imaginar que o desconto veio na aquisição do item de sinalização de obra, que tem um custo de R$ 50,00. Mesmo que o comprador consiga um desconto de 50% na aquisição deste produto, o mesmo sairá por R$ 25,00, gerando uma economia de R$ 25,00, o que significa 0,25% do custo total da obra.

Viu como é fácil direcionar os esforços do setor de compras, quando entendemos quais produtos tem maior impacto no custo financeiro?

Ok, eu demonstrei diversos números relacionados a curva ABC. Mas como podemos na prática utilizar esses conceitos para otimizar o resultado do setor de compras?

Segmentação da carteira de compras

A melhor maneira é a segmentação dos itens da carteira de compras. Fazendo uma análise similar a demonstrada na planilha 1, é possível entender quais itens representam as maiores necessidades dentro do seu setor de compras.

Dividindo os produtos comprados, você consegue chegar a mesma relação e separar quais itens representa 80% do custo de sua carteira de compras. Enquanto os últimos 5% representam a curva C.

Segundo a Endeavor o foco da gestão desenvolvimento de fornecedores deve ser em produtos de maior valor agregado e maior recorrência (o que já ficou claro após ver os números).

Princípio de Pareto
Figura 4: Princípio de Pareto.

Assim, os itens de curva A devem receber uma atenção maior quanto a sua negociação, enquanto itens de curva C, a melhor estratégia é possuir fornecedores que consiga atender uma demanda diversa, de itens de curva C, e não focar em desenvolver os mesmos com frequência. Assim, cada demanda dessa área pode ser enviada para estes fornecedores específicos, de maneira a trazer agilidade ao comprador na compra destes itens.

Foi visando atender essa demanda que nasceu o Agente G (www.agenteg.com.br). Nós somos uma plataforma de manutenção industrial, com foco em fornecer produtos e serviços na área de manutenção, principalmente as famílias de elétricos, eletrônicos e pneumáticos.

Em comparação a outros concorrentes do mercado, apresentamos as seguintes funcionalidades no nosso produto:

– Acesso em tempo real a diversas opções de aquisição;
– Busca ativa (desenvolvemos fornecedor e encontramos produtos de difícil acesso);
– Curva de aprendizagem simples;
– Foco em produtos de manutenção.

Através da nossa plataforma é possível ter acesso em tempo real a produtos dos mais diversos setores, onde cada fornecedor tem sua loja, e cada comprador tem acesso a toda nossa base de produtos.

Caso você queria dar o próximo passo para aumentar o rendimento do seu time de compras de produtos e serviços de manutenção, conheça nossa solução www.agenteg.com.br!

Plataforma de Manutenção Industrial 4.0
Figura 5: Plataforma de Manutenção Industrial 4.0.

 

Escrito por: Guilherme Schabbach.

Fontes:

pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%Adpio_de_Pareto

chinagate.com.br/lei-de-pareto-nos-negocios-a-regra-8020/

endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/curva-abc-gestao-estoque/

blog.coteaqui.com.br/curva-abc-importancia/